20110527
os dias têm-me sabido a bossa nova. tenho olhado o sol como suposto, e sentido o calor de modo tropical. o sotaque brasileiro tem-se destravado na minha língua. e ainda se arranha… jogo fora que não sou da bahia. os meus calcanhares ainda estão esfolados das bolhas antes rebentadas, e o café do nada me chegou... a vontade da cafeína marca-me os fins temporais. as memórias têm saltado da minha boca e o teu cheiro cruza-se comigo em todos os cantos. sabes… isto de entrar no metro e sentir um avião traz saudades. o centro do mundo volta a ser uma realidade. os pés desconfiam de dor, e eu olho-te por te olhar, por precisares de ser olhado. porque eu tenho tempo. a cabeça descontrola-me. abre os olhos. há tempo... ele espera.
20110521
20110516
para ti, que és doente.
para ti, que és a morte.
para ti, que sofres.
para ti, que não acreditas no amor.
para ti, que caminhas.
para ti, que choras.
para ti, que não sabes nadar.
para ti, que és bonito.
para ti, que beijas.
para ti, que te engasgas.
para nós, que somos delicados.
para tudo o que acaba e que começa, e para tudo o que ainda continua.
20110513
20110328
faltam-me os abraços. falta-me o sol e a incerteza do lugar. falta-me o desconforto e o cansaço permanente. falta-me a vontade de parar e a de continuar, a certeza de um chegar e a intermitência do sono. falta-me o frio e os músculos a latejar. é inevitável dizer que sinto falta das palavras, as grandes e as pequenas. ou do céu, das mãos e dos braços. das mãos... faltam-me os dias desmedidos e a certeza do absoluto. a certeza do que é grande, "maior do que nós". falta-me a preocupação permanente e o verdadeiro sentido. falta-me ainda a cabeça pesada e a inexistência do tempo. faltam-me os lugares, a água, os sons das águias e os montes. falta-me o amor. falta-me muito e, o que tenho, é capaz.
20110321
aqui ficam algumas das mil e uma desculpas para não estudar história (sim, porque eu acho mesmo importante partilhar este meu desespero, uma vez que, apesar de gostar de história, detesto decorá-la. é como diz um certo senhor: 'se vocês perceberem sem decorar, eu ajoelho-me aos vossos pés!' e é realmente verdade):
- olá, o meu nome é luísa e estou aqui, no computador, em vez de estar a estudar história;
- tenho fome. vou ali à cozinha;
- bem, já fazia uma pausa...;
- deixa-me cá despachar umas mensagens;
- olha a minha mãe a ligar-me!;
- ainda falta tanto...! amanhã continuo...;
- as paredes do meu quarto é que são lindas;
- deixa-me só rever o que ainda tenho de fazer hoje...;
- vamos lá ao shopping...;
- vou tomar banho (uma hora nunca fez mal a ninguém);
- tenho mais fome do que a primeira vez... olá, cozinha!
(...)
- olá, o meu nome é luísa e estou aqui, no computador, em vez de estar a estudar história;
- tenho fome. vou ali à cozinha;
- bem, já fazia uma pausa...;
- deixa-me cá despachar umas mensagens;
- olha a minha mãe a ligar-me!;
- ainda falta tanto...! amanhã continuo...;
- as paredes do meu quarto é que são lindas;
- deixa-me só rever o que ainda tenho de fazer hoje...;
- vamos lá ao shopping...;
- vou tomar banho (uma hora nunca fez mal a ninguém);
- tenho mais fome do que a primeira vez... olá, cozinha!
(...)
Subscrever:
Mensagens (Atom)