20110918
nem sei do que falar primeiro, sinceramente. percorremos o caminho mais uma vez. e que caminho incrível... o difícil não é começar a caminhar, mas sim continuar. ter a mesma alegria aqui. comer as mesmas amoras aqui e olhar o sol da mesma maneira aqui. mas conseguimos fazê-lo, com toda a certeza, só que não nos apercebemos disso com tanta clareza. estamos a reconstruir-nos sem dar conta. isso implica olharmos uns para os outros como no caminho. sermos ridículos a amar. pegajosos.
20110901
20110724
20110720
20110612
20110608
já passa da meia-noite. não que eu tenha estado à espera dela, desta metade de penumbra - e da outra -, mas tenho algo a dizer-te. desculpem... a dizer-vos. hoje vai ser o nosso último dia de aulas. nunca mais nos vamos ver de olheiras nos olhos, rotineiros, cansados, de cabelos despenteados, sorrisos forçados e atitudes mesquinhas. e não pensem que isto é mau. é mau no momento. mas depois... depois é bom. é bom recordar e deixar entrar a saudade... nunca mais nos vamos ver assim, entre períodos e férias. entre testes, entre stresses ou como lhes quiserem chamar. já não vamos gritar uns com os outros ou chorar de tanto rir. mas vamos ficar. vamos permanecer todos... quando fomos feios, bonitos, palhaços, idiotas, felizes, mentirosos, cativantes e palermas (tanto sinónimo). mas aqui vos prometo que não vos esqueço, nem dos que à minha esquerda se sentaram, nem dos que à minha frente se riram com a parvoíce geral (a minha, vá). os da direita e os que atrás ficaram... somos muito grandes, enormes. o caminho já começou, e ele é só nosso. vemo-nos por aí, meninos.
porque um dia voltaremos, ou então, porque nunca deixamos de estar.
20110527
os dias têm-me sabido a bossa nova. tenho olhado o sol como suposto, e sentido o calor de modo tropical. o sotaque brasileiro tem-se destravado na minha língua. e ainda se arranha… jogo fora que não sou da bahia. os meus calcanhares ainda estão esfolados das bolhas antes rebentadas, e o café do nada me chegou... a vontade da cafeína marca-me os fins temporais. as memórias têm saltado da minha boca e o teu cheiro cruza-se comigo em todos os cantos. sabes… isto de entrar no metro e sentir um avião traz saudades. o centro do mundo volta a ser uma realidade. os pés desconfiam de dor, e eu olho-te por te olhar, por precisares de ser olhado. porque eu tenho tempo. a cabeça descontrola-me. abre os olhos. há tempo... ele espera.
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