20110918

nem sei do que falar primeiro, sinceramente. percorremos o caminho mais uma vez. e que caminho incrível... o difícil não é começar a caminhar, mas sim continuar. ter a mesma alegria aqui. comer as mesmas amoras aqui e olhar o sol da mesma maneira aqui. mas conseguimos fazê-lo, com toda a certeza, só que não nos apercebemos disso com tanta clareza. estamos a reconstruir-nos sem dar conta. isso implica olharmos uns para os outros como no caminho. sermos ridículos a amar. pegajosos.

20110901


um dia eu ganho o totobola, 
ou pego na pistola,
mas que eu morra aqui. 
mulher tu sabes o quanto eu te amo, 
o quanto eu gosto de ti. 
e que eu morra aqui
se um dia eu não te levo à américa
nem que eu leve a américa até ti.


20110724

tenho tido dias incrivelmente frios... é maravilhoso saber que há quem os alegre.
entretanto, a nana relembrou-me a chuva.




20110619


Deus ao mar o perigo e o abismo deu, / Mas nele é que espelhou o céu.

siga, meninos

20110612


não te dá vontade de voltar? de voltar a pisar os pés e chorar a rir?
levo-vos sempre comigo.

20110608

já passa da meia-noite. não que eu tenha estado à espera dela, desta metade de penumbra - e da outra -, mas tenho algo a dizer-te. desculpem... a dizer-vos. hoje vai ser o nosso último dia de aulas. nunca mais nos vamos ver de olheiras nos olhos, rotineiros, cansados, de cabelos despenteados, sorrisos forçados e atitudes mesquinhas. e não pensem que isto é mau. é mau no momento. mas depois... depois é bom. é bom recordar e deixar entrar a saudade... nunca mais nos vamos ver assim, entre períodos e férias. entre testes, entre stresses ou como lhes quiserem chamar. já não vamos gritar uns com os outros ou chorar de tanto rir. mas vamos ficar. vamos permanecer todos... quando fomos feios, bonitos, palhaços, idiotas, felizes, mentirosos, cativantes e palermas (tanto sinónimo). mas aqui vos prometo que não vos esqueço, nem dos que à minha esquerda se sentaram, nem dos que à minha frente se riram com a parvoíce geral (a minha, vá). os da direita e os que atrás ficaram... somos muito grandes, enormes. o caminho já começou, e ele é só nosso. vemo-nos por aí, meninos.
porque um dia voltaremos, ou então, porque nunca deixamos de estar.

20110527

os dias têm-me sabido a bossa nova. tenho olhado o sol como suposto, e sentido o calor de modo tropical. o sotaque brasileiro tem-se destravado na minha língua. e ainda se arranha… jogo fora que não sou da bahia. os meus calcanhares ainda estão esfolados das bolhas antes rebentadas, e o café do nada me chegou... a vontade da cafeína marca-me os fins temporais. as memórias têm saltado da minha boca e o teu cheiro cruza-se comigo em todos os cantos. sabes… isto de entrar no metro e sentir um avião traz saudades. o centro do mundo volta a ser uma realidade. os pés desconfiam de dor, e eu olho-te por te olhar, por precisares de ser olhado. porque eu tenho tempo. a cabeça descontrola-me. abre os olhos. há tempo... ele espera.