20110619


Deus ao mar o perigo e o abismo deu, / Mas nele é que espelhou o céu.

siga, meninos

20110612


não te dá vontade de voltar? de voltar a pisar os pés e chorar a rir?
levo-vos sempre comigo.

20110608

já passa da meia-noite. não que eu tenha estado à espera dela, desta metade de penumbra - e da outra -, mas tenho algo a dizer-te. desculpem... a dizer-vos. hoje vai ser o nosso último dia de aulas. nunca mais nos vamos ver de olheiras nos olhos, rotineiros, cansados, de cabelos despenteados, sorrisos forçados e atitudes mesquinhas. e não pensem que isto é mau. é mau no momento. mas depois... depois é bom. é bom recordar e deixar entrar a saudade... nunca mais nos vamos ver assim, entre períodos e férias. entre testes, entre stresses ou como lhes quiserem chamar. já não vamos gritar uns com os outros ou chorar de tanto rir. mas vamos ficar. vamos permanecer todos... quando fomos feios, bonitos, palhaços, idiotas, felizes, mentirosos, cativantes e palermas (tanto sinónimo). mas aqui vos prometo que não vos esqueço, nem dos que à minha esquerda se sentaram, nem dos que à minha frente se riram com a parvoíce geral (a minha, vá). os da direita e os que atrás ficaram... somos muito grandes, enormes. o caminho já começou, e ele é só nosso. vemo-nos por aí, meninos.
porque um dia voltaremos, ou então, porque nunca deixamos de estar.

20110527

os dias têm-me sabido a bossa nova. tenho olhado o sol como suposto, e sentido o calor de modo tropical. o sotaque brasileiro tem-se destravado na minha língua. e ainda se arranha… jogo fora que não sou da bahia. os meus calcanhares ainda estão esfolados das bolhas antes rebentadas, e o café do nada me chegou... a vontade da cafeína marca-me os fins temporais. as memórias têm saltado da minha boca e o teu cheiro cruza-se comigo em todos os cantos. sabes… isto de entrar no metro e sentir um avião traz saudades. o centro do mundo volta a ser uma realidade. os pés desconfiam de dor, e eu olho-te por te olhar, por precisares de ser olhado. porque eu tenho tempo. a cabeça descontrola-me. abre os olhos. há tempo... ele espera.

20110516


para ti, que és doente.
para ti, que és a morte.
para ti, que sofres.
para ti, que não acreditas no amor.
para ti, que caminhas.
para ti, que choras.
para ti, que não sabes nadar.
para ti, que és bonito.
para ti, que beijas.
para ti, que te engasgas.
para nós, que somos delicados.
para tudo o que acaba e que começa, e para tudo o que ainda continua.

20110513

perdi o norte e nem a bússola me salva. é a primeira vez - e espero que única - que me apetece sugar o sangue todo. mas não o meu. espero que ainda dure, que fique, que se alastre. mas sempre encarnado, espesso. venha a bússola. foda-se.